segunda-feira, 12 de julho de 2010

O PERDÃO DOS PECADOR

Lucas 7:36-50
O nome Simião, derivado de símio em português, costume ser associado a macaco. Na antiga Palestina tinha significado mais nobre - alguém que se faz ouvir por Deus.
Vários personagens evangélicas ostentaram esse nome respeitável.
Pedro e o Zelota, membros do colégio apostólico...
Um irmão de Jesus...
Um leproso curado...
Outros apararecem em Atos dos Apóstolos.
Lucas nos fala de um Simão da casta dos fariseus que, em Cafarnaum. comvidou Jesus para uma refeição em sua casa.
Não osbtante a hostilidade crescente de proeminentes membros de seita farisaica que o contestavam, o Mestre aceitou, exemplificando boa vontade.
Segundo velho costume romano, imitado pelos judeus, em ocasiões de cerimônia usava-se o triclídio para as refeições. Era um conjunto de três ou mais divãs, onde os convidados se recostavam, servidos pelos criados.
O jantar ia em curso, quando uma mulher entrou no recinto. trazia um vaso de alabastro, pedra calcária semelhantes ao mármore, contendo perfume. Aoelhando-se, pôs-se a lavar os pés de Jesus. Tão intensa era sua emoção que os molhou com as p´roprias lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos longos e sedosos ,pondo-se a beijá-los e urgir-los de perfume.
Algo inusitado hoje, ate chocante, mas normal na vida judaica daquele tempo. Personalidades ilustres eram homenageadas assim, em manifestações de humildade e submissão. O prórpio Jesus, na última ceia, quando transmitiiu as derradeiras intruções, lavou os pés dos discípulos, invertendo as posições, a fim de oferecer uma lição inesquecível:
A verdadeira grandeza, habilitando-nos aos páramos celestiais, esprime-se na disposição de servir.
Lá, o maior de todos é aquele que mais serve, disposto a sacrificars em favor do bem comum.
Simão, o ardiloso hospedeiro, certamente a conecia e favorecera sue ingresso no recinto, tanto que considerou com seus botões:
- Se este homem fosse profeta saberia quem é esta mulher. Trata-se de uma pecadora.
O fato de ter permitido que a "mulher de vida fácil" entrasse em sua casa evidência que estava que estava mal-intecionado.
Pretendia testar os poderes de Jesus.
Os grandes profetas da raça, austeros e dotados de sensibilidade, facilmene identificariam a visitante.  Um Elias um Eliseu não se deixariam iludir. Jamais permitiriam que ela os tocasse, atendendo aos rígidos costumes judaicos. O contato com uma prostituta tornava o homem impuro, algo inconcebível num homem santo.
O dono da casa saboreava, intimamente, seu triunfo. Desmascarando aquele falso profeta!
Eis, porém, que o visitante se voltou para ele:
-Simão, tenho uma coisa para te dizer.
- Fala Mestre...
- Certo homem tinha dois devedores: um devia quinhentos denários e o outro, cinquenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou a dívida a ambos. Qual deles, portanto, lhe terá maior amor?
O denário era a moeda romana que equivale a um dia de trabalho.
Respodeu Simão:
- Suponho que foi aquele a quem mais perdoou...
Fitando-o com complacência, Jesus comentou:
- Julgaste bem.
E apontando a mulher:
- Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés: ela, porém os regou com lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Não me deste ósculo; ela, po´rem, desde que entrei, não cessou de beijar-me os pés. Não urgiste minha cabeça com óleo; ela, pórem, ungiu com perfume os meus pés. Por isso te digo: perdoados lhe são os pecados, que são muitos, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.
E, dirigindo-se à mulher:
Perdoados são os teus pecados. A tua fé te salvou; vai-te em paz!
Os que estavam à mesa comentavam, perplexos:
- Quem é este que até perdoa pecados?
Como sempre, Jesus surpreendeu o malicioso opositor com comentários inteligentes, enfatizando inesquecível ensinamento:
A força redentora do amor.
Em Deus, o amor em plennitude.
Evidenica-se nos cuidados divínos.
O pai não quer perder nenhum de suas filhos - ensina Jesus. Por isso, jamais nos marginaliza. Ao invés de nos marginaliza. Ao invés de nos aniquilar como a uma erva daninha, quando nos comprometemos com o mal, concede-nos a bênção de experiências que nos redimem. Por isso, quando reconecemos nossos desvio, tanto maior deve ser nossa gratidão e o empenho por cerrespponder às suas expectativas, quando maior o abismo em que tenhamos mergulhado.
 Legítimo representante da bondade celeste, Jesus convive sem problemas com os fariseus, comprometido com a hipocrisia, e com a mulher, comprometida com a prostituição.
O amor nunca discrimina.
Mas, de Deus, o amor perfeito, perdoa sempre os deslizes de seus filhos, o mesmo não ocorre com nossa consciência quando despertamos para a responsabilidade e avaliamos a extensão de  nosso comprometimentos.
Ela passa a exigir a reparação do mal praticado, impondo-nos dores e angústias que guardam relação com nosso desvios. Colhemos o mal que semesmos, bebemos o fel que instilamos.
O perdão da própria consciência só pode ser consquistado a partir do exercício de amor que se exprime na disposição de servir, eliminando o mal do pretérito com o bem do presente. Foi  exatamente o que faz a mulher que procurou Jesus. Naquele momento não era a pecadora quem ali estava, mas a serva amorosa, dispondo a homenagear aquele homem que, em nome de Deus, çhe ecenava com uma vida diferente.
Aos olhos de Jesus ela estava redimida por aquele amor, embora talvez não redimida perante a prórria consciência, que lhe pediria novo testemunhos.
Há outro especto importante.
Fácil dizer:
- Jesus é meu mestre!
A dificuldade está em ser seu discípulo.
Podemos, como o fariseu, ostentnado ligações com Jesus, entronizando em nossa casa ritos e rezas, imagens e estampas, a caracterizar sua presença em nossa vidas.
Mas, somente seremos discípulos autênticos quando, como a pecadora, o procuramos com o coração, conscientes de nosa misérias morais, sustentnado contrição autêntica e inabaláveis disposição de servir.
Então, sim, estaremos exercitando o amor que redime!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

QUEM TEM MEDO DE DESENCARNAR?


Aprender a morrer, ou seja, aprender a alma para renascer em mundos mais felizes. Ela será a senhora de seus sentidos e emoções, capaz de entender e aceitar seu papel no novo estágio da vida, rumo à evolução.
Pense na possibilidade de partir para uma viagem sem volta. Uma viagem sem bagagem, sem programação definida e sem destino certo, ou conhecido, porém já determinado. Para algumas pessoas este convite é um presente. Elas embarcam nesta viagem sem medo e, com a cara e a coragem, seguem rumo ao desconhecido. Para outras, entretanto, somente pensar nesta possibilidade já lhes é motivo de desespero e de temor. Assim, podemos humildemente poetizar o processo da desencarnação. Imagine se ver em um plano totalmente estranho, deixando para trás toda a história de uma vida inteira. Família, bens, trabalho, títulos e posições social. Ao partir, perde-se tudo; inclusive o direito de ação sobre estas escolhas, que, enquanto encarnado, dependiam exclusivamente de nossas decisões. A desencarnação é um acontecimento que não nos cabe opção, embora algumas pessoas levianamente abreviem seu retorno à pátria espiritual, penetrando no mar de escuridão reservado aos suicidas. Portanto, não é permitido que o homem retarde o tempo encarnado. Quando chegar a hora, não terá jeito.
Em entrevista antes de seu desencarne, a médium Ivone do Amaral Pereira, disse que o maior temor da morte se fundamenta no despreparo do ser humano. Segundo ela, se nós soubéssemos o que nos aguarda do  lado de lá, ficaria mais fácil fazer a programação de viagem.
No Livro "Morri, e Agora?", da Escritora Vera Lucia Marinzeck de Carvalho, ditado pelo espírito Antonio Carlos, há relatos de recém chegados ao plano espiritual, suas dúvidas e suas dificuldades de adaptação. Muitos espíritos se tornam presas fáceis a seus antigos desafetos ou se iludem nos caminhos tortuosos da obsessão e da vingança contra irmãos ainda encarnados. Outros seguem caminhos mais virtuosos. A definição do local para onde o espírito será atraído dependerá do seu merecimento.
Porém, deixando de lado as desavenças espirituais, a desencarnação não precisa ser tão temida e o reingresso do desencarnante na Pátria Espiritual pode ser (e normalmente é) muito aguardado e muito comemorado por auqeles entes queridos que lá habitem. Espíritos que colaboraram com a Codificação da Doutrina Espírita afirmavam a Allan Kardec que a desencarnação está para os espíritos assim como o nascimento de uma criança está para os encarnados. Ou seja, se o acontecimento for motivo de festa e alegria o recém chegado é aguardado com muito zelo e festa. Quando ocorre o contrário, normalmente o espírito encontra desafetos e inimigos aguardando sua chegada.
Conta-se que Chico Xavier, embora mantivesse contato direto com o plano espiritual, gostava tanto de estar vivo que não ansiava por seu retorno ao mundo dos espíritos. Certa vez, dizem que um amigo lhe disse: "Chico, contam que no mundo espiritual existe uma casinha azul, muito linda e aconchegante esperando quem chegar da terra. O que você acha desta ideia?". Ao que Chico prontamente respondeu: "Eu prefiro continuar por aqui numa casinha amarela mesmo".
"Todo o meu reino, Senhor, por mais um minuto de Vida!".
Elizabeth I - Rainha da Inglaterra
Caminho reto
O local para aonde o homem vai depende exclusivamente de seu merecimento e de sua afinidade. Se tiver quem zele por ele no plano espiritual, mesmo sem merecer, terá acompanhamento onde quer que ele esteja. Outros são atraídos para regiões do umbral, onde se afinizam com os moradores do local, ou seja, suas atitudes e seu pensamentos comungam da mesma intenção.
Se o espírito acredita na continuidade a vida após o desenlace do espírito do corpo físico, é licito que ele não tema a desencarnação. O materialista credita que ao cerrar os olhos tudo acaba, mas para o espírito a vida continua. Ainda mais lívida e mais clara, para aqueles que  conseguem ver com os olhos do espírito.
Máteria Públicada na Revista Espiritismo-Filosofia-Ciência-religião - Ano 4, nº 7 - 2010.